Estratégias para a manutenção de comportamentos antibíblicos.
Por: Edilson Moraes
A igreja pentecostal brasileira nasceu da influência dos suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, vindos a este país em 1910, por meio de uma revelação dada por Deus. Iniciando suas atividades missionárias no Belém do Pará, expandiram a mensagem pentecostal por todo o território brasileiro, sendo as igrejas pentecostais consideradas hoje as maiores do Brasil, senão do mundo. Durante décadas, o pentecostalismo brasileiro esteve em ascensão crescente.
Em pouco tempo, em razão da manifestação da graça divina, muitas pessoas creram no evangelho pregado sob a autoridade de Deus. Nesse contexto, surgem também as igrejas neo-pentecostais que não adotam os mesmos costumes e estilo tradicional das pentecostais, mas que também pregam uma mensagem similar à do movimento pentecostal, porém com algumas características bem peculiares, no que se refere à sua liturgia.
Entretanto, nos dias atuais nota-se que alguns fenômenos nocivos têm se abrigado nos templos brasileiros, causando um sério desconforto e prejuízos a este segmento da sociedade que apesar da infiltração das influências externas, ainda inspiram confiança e esperança de melhoras para a sociedade.
As igrejas pentecostais e neo-pentecostais do Brasil correm um sério risco de entrar em um colapso espiritual, dada a realidade em que está passando. Estamos muito próximos de um processo de europeização, tendo como panos de fundo a industrialização da fé, uso de mecanismos ditatoriais e em termos gerais, o abuso de poder impetrado por algumas lideranças cristãs.
A Europa foi, por muitos séculos reconhecidamente o berço do cristianismo mundial. As cartas paulinas dão conta do trabalho missionário realizado por paulo e demais apóstolos, resultando daí uma igreja poderosa, que mesmo diante de todas as adversidades davam testemunho inconteste de sua firmeza na fé e compromisso com o reino de Deus. De lá saíram grandes expositores do evangelho, anunciando para os demais continentes da terra, o nome de Jesus, como o salvador da humanidade. Com o passar do tempo, esta igreja foi perdendo o brilho do cristianismo puro.
O coração da igreja foi cedendo lugar para outras manifestações que não representavam nem representam jamais as ações do Espírito Santo na vida do homem. Hoje, o que se vê na Europa é um quadro desolador que remete à apostasia espiritual. O espaço que antes era reservado à observância da palavra da cruz, que implica em uma vida de renúncia, serviço e temor a Deus, agora é destinado ao relativismo moral, materialismo(...), que finda por desembocar no ateísmo quase generalizado.
Para que se tenha uma ideia dessa funesta realidade, basta dizer que há indícios por exemplo, de que a institucionalização do casamento gay e a liberação do uso da maconha, ocorreram inicialmente na Europa, espalhando-se para o resto do mundo. Como se não bastasse, e isso entendemos como consequência do desvio da Palavra de Deus, há registros de que templos cristãos estão sendo fechados para serem substituídos por teatros, museus e casas de show (...).
O coração da igreja foi cedendo lugar para outras manifestações que não representavam nem representam jamais as ações do Espírito Santo na vida do homem. Hoje, o que se vê na Europa é um quadro desolador que remete à apostasia espiritual. O espaço que antes era reservado à observância da palavra da cruz, que implica em uma vida de renúncia, serviço e temor a Deus, agora é destinado ao relativismo moral, materialismo(...), que finda por desembocar no ateísmo quase generalizado.
Para que se tenha uma ideia dessa funesta realidade, basta dizer que há indícios por exemplo, de que a institucionalização do casamento gay e a liberação do uso da maconha, ocorreram inicialmente na Europa, espalhando-se para o resto do mundo. Como se não bastasse, e isso entendemos como consequência do desvio da Palavra de Deus, há registros de que templos cristãos estão sendo fechados para serem substituídos por teatros, museus e casas de show (...).
Em se tratando do Brasil, a exemplo do que ocorreu na Europa, igrejas "evangélicas" vêm experimentando uma situação de ostentação como nunca antes visto em toda a sua história. Saíram do patamar de igreja perseguida, sofrida e de certa forma com determinadas limitações patrimoniais, para o nível dos templos faraônicos com revestimento em ouro e mármores de elevado valor. Para isso, adotou procedimentos que apontam para o que se pode chamar de industrialização da fé, que nada mais é do que a comercialização da Palavra de Deus como forma de atrair seguidores, preferencialmente aqueles potencialmente de boa condição financeira e de bom status social.
Tais líderes apropriam de interpretações fora de contexto a respeito da teologia da prosperidade para introjetar entre o povo de Deus ensinamentos confusos e heréticos, formando em seus membros um caráter materialista, individualista e auto-existente. A barganha com Deus é a moda do momento. Segundo esses falsos mestres, a bênção divina só pode acontecer mediante a oferta de valores e bens. Quanto maior a oferta do ofertante, maior a recompensa divina mediante as dádivas materiais ao requerente. "É precisos doar seu tudo, para que Deus te faça prosperar", dizem.
Para facilitar, usam modismos acompanhados de tecnicismos humanos, conduzindo os incautos ou não, a uma fé pautada na soberba, ganância, negação do cristianismo de fato, resultantes do divórcio da genuína Palavra de Deus. Seus líderes, com raras exceções, distanciaram-se da pregação do Evangelho de poder. Aquela mensagem poderosa que anuncia que "JESUS salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará" para arrebatar os salvos, já não encontra espaço nesses templos que mais se parecem com ambientes teatrais, onde é possível todos os tipos de encenação e dramatização, exceto a real operação do poder de Deus.
Nesse processo da industrialização da fé, a igreja ganhou força, mas perdeu o poder que antes era o seu grande diferencial. A igreja-indústria, propositalmente não entende a mensagem deixada por Cristo: "De graça recebestes, de graça dai". Tudo nela é vendido. Do lencinho à flor. Do óleo ungido à areia de jerusalém (se é que de fato vem de lá).
Tais líderes apropriam de interpretações fora de contexto a respeito da teologia da prosperidade para introjetar entre o povo de Deus ensinamentos confusos e heréticos, formando em seus membros um caráter materialista, individualista e auto-existente. A barganha com Deus é a moda do momento. Segundo esses falsos mestres, a bênção divina só pode acontecer mediante a oferta de valores e bens. Quanto maior a oferta do ofertante, maior a recompensa divina mediante as dádivas materiais ao requerente. "É precisos doar seu tudo, para que Deus te faça prosperar", dizem.
Para facilitar, usam modismos acompanhados de tecnicismos humanos, conduzindo os incautos ou não, a uma fé pautada na soberba, ganância, negação do cristianismo de fato, resultantes do divórcio da genuína Palavra de Deus. Seus líderes, com raras exceções, distanciaram-se da pregação do Evangelho de poder. Aquela mensagem poderosa que anuncia que "JESUS salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará" para arrebatar os salvos, já não encontra espaço nesses templos que mais se parecem com ambientes teatrais, onde é possível todos os tipos de encenação e dramatização, exceto a real operação do poder de Deus.
Nesse processo da industrialização da fé, a igreja ganhou força, mas perdeu o poder que antes era o seu grande diferencial. A igreja-indústria, propositalmente não entende a mensagem deixada por Cristo: "De graça recebestes, de graça dai". Tudo nela é vendido. Do lencinho à flor. Do óleo ungido à areia de jerusalém (se é que de fato vem de lá).
Além disso, outro aspecto da igreja europeizada é o uso do autoritarismo. Por sua vez, isto dialoga com a falta de comunicação entre lideranças e liderados. Permeia o subconsciente de muitos líderes a ideia de que não se faz necessário discutir com a coletividade as propostas inerentes às mesmas. Governam estes a igreja, adotando posturas imperialistas ou monárquicas, abusando da autoridade da qual estão imbuídos, manifestando isto nas mais diversas formas.
Por sua vez, as barreiras impeditivas para a abertura do diálogo entre as partes são quase intransponíveis, em razão do entendimento equivocado de que a opinião do outro não importa, valorizando-se o princípio da unilateralidade. Parece que há muito mais interesse na idiotização das massas do que no estímulo ao conhecimento, à compreensão dos fatos e ao pensar crítico-reflexivo. Nas entrelinhas, no entendimento de tais lideranças é muito mais fácil lidar com pessoas que fazem exatamente o que lhes é ordenado sem questionamentos ou cobranças e que não "pensem" diferente.
Essas, não reclamam de nada. São orientadas a tratarem seus líderes como semi-deuses. Em certos casos, como faraós, elevando-os a um grau de espiritualidade hierarquicamente superior às demais pessoas. Com isso, as habilidades intelectuais individuais de seus membros perdem o valor, exigindo-se plena obediência a todo custo. Quem pensa criticamente não é bem visto nesses espaços. Pode ser que em razão disso, muitos sintam-se castrados de sua liberdade de expressão, fato que pode inibir drasticamente o desempenho de qualquer grupo social.
Por sua vez, as barreiras impeditivas para a abertura do diálogo entre as partes são quase intransponíveis, em razão do entendimento equivocado de que a opinião do outro não importa, valorizando-se o princípio da unilateralidade. Parece que há muito mais interesse na idiotização das massas do que no estímulo ao conhecimento, à compreensão dos fatos e ao pensar crítico-reflexivo. Nas entrelinhas, no entendimento de tais lideranças é muito mais fácil lidar com pessoas que fazem exatamente o que lhes é ordenado sem questionamentos ou cobranças e que não "pensem" diferente.
Essas, não reclamam de nada. São orientadas a tratarem seus líderes como semi-deuses. Em certos casos, como faraós, elevando-os a um grau de espiritualidade hierarquicamente superior às demais pessoas. Com isso, as habilidades intelectuais individuais de seus membros perdem o valor, exigindo-se plena obediência a todo custo. Quem pensa criticamente não é bem visto nesses espaços. Pode ser que em razão disso, muitos sintam-se castrados de sua liberdade de expressão, fato que pode inibir drasticamente o desempenho de qualquer grupo social.
O abuso de poder, também apontado como fenômeno da europeização, embora tenha certa semelhança com o tópico anterior, é abordado aqui na perspectiva da utilização da autoridade para tirar proveito de outros sujeitos em situação de subordinação. Ha quem se se apodera desse tipo de comportamento cada vez mais frequente entre esses monarcas, revelando-se por meio de ações nebulosas que envolvem nepotismo, apadrinhamento, benefício próprio(...).
Vai na mesma linha o fato de que há registros de denominações que permitem, de forma escandalosa que familiares de seus pastores presidentes ou de vice-presidentes ocupem cargos administrativos na igreja, lidando com as finanças e outros assuntos que deveriam ser resguardados sob a ótica da imparcialidade. Nesses casos, por se tratar de pessoas subordinadas ao seu parente (presidente), isto impede que a gestão seja efetivamente transparente, imparcial e impessoal, tornado-a minimamente questionável e diretamente incoerente, antiética e réproba.
Os maus-exemplos começam nas Convenções em que filhos atuam em órgãos presididos pelos pais. Igrejas onde o marido é presidente e a esposa vice-presidente, ou filhos, sobrinhos, genros etc. Ou seja: fica tudo em família.
Vai na mesma linha o fato de que há registros de denominações que permitem, de forma escandalosa que familiares de seus pastores presidentes ou de vice-presidentes ocupem cargos administrativos na igreja, lidando com as finanças e outros assuntos que deveriam ser resguardados sob a ótica da imparcialidade. Nesses casos, por se tratar de pessoas subordinadas ao seu parente (presidente), isto impede que a gestão seja efetivamente transparente, imparcial e impessoal, tornado-a minimamente questionável e diretamente incoerente, antiética e réproba.
Os maus-exemplos começam nas Convenções em que filhos atuam em órgãos presididos pelos pais. Igrejas onde o marido é presidente e a esposa vice-presidente, ou filhos, sobrinhos, genros etc. Ou seja: fica tudo em família.
Tudo o que até aqui foi elencado poderia ser considerado normal, não fossem as consequências danosas que têm se evidenciado nos últimos anos. Em uma pesquisa feita recentemente pelo Datafolha sobre a credibilidade da população nas instituições, constatou-se que o povo brasileiro acredita mais no Corpo de Bombeiros e na Polícia Militar do que nas instituições religiosas.
Em se tratando da evangelização por parte da igreja, foi publicado por um grupo que acompanha o seu crescimento no Brasil, que há poucas décadas atrás, um só crente conseguia ganhar sete almas para Cristo. Hoje, são necessários sete crentes para ganhar uma só alma. É notório também, principalmente a quem desenvolve trabalhos de grupo nas igrejas que a cada dia que passa as pessoas estão menos motivadas a desenvolver algum tipo de atividade como serviço cristão em suas igrejas locais.
Neste sentido, estamos presenciando no Século XXI, uma desaceleração motivacional e numérica em todos os sentidos. Isso sem falar dos templos inchados. São aqueles que estão numericamente lotados, mas desprovidos da presença de Deus. Enquadram-se com a advertência apocalíptica: "Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto".
Em se tratando da evangelização por parte da igreja, foi publicado por um grupo que acompanha o seu crescimento no Brasil, que há poucas décadas atrás, um só crente conseguia ganhar sete almas para Cristo. Hoje, são necessários sete crentes para ganhar uma só alma. É notório também, principalmente a quem desenvolve trabalhos de grupo nas igrejas que a cada dia que passa as pessoas estão menos motivadas a desenvolver algum tipo de atividade como serviço cristão em suas igrejas locais.
Neste sentido, estamos presenciando no Século XXI, uma desaceleração motivacional e numérica em todos os sentidos. Isso sem falar dos templos inchados. São aqueles que estão numericamente lotados, mas desprovidos da presença de Deus. Enquadram-se com a advertência apocalíptica: "Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto".
Distante de qualquer generalização, devemos lembrar que existem sim homens comprometidos de fato com a causa do Mestre. Estes, abominam veementemente as distorções cometidas por aqueles que vêem a igreja como um bando de bonecos robotizados que carecem do start para levantar as mãos ou abanar a cabeça, satisfazendo o ego daquele que detém o domínio do controle remoto.
A Igreja de Cristo precisa resgatar tudo aquilo que perdeu ao longo dos anos, pela inoperância, conivência e covardia de seus líderes. Diante do atual quadro é imperioso que haja uma reforma nos altares para que os mesmos males que mataram o cristianismo europeu, não façam o mesmo conosco.
O Espírito Santo espera que os pastores que respondem pela Igreja no Brasil - aqueles que não estão cumprindo com o seu papel como orientadores do povo de Deus, reconheçam humildemente suas falhas, voltem-se á Palavra de Deus, para que possamos novamente ser o povo pujante de outrora e dessa forma mais uma vez sacudirmos este país com a pregação do evangelho que tem poder para restaurar toda esta sociedade escravizada pelo pecado.
A Bíblia Sagrada orienta o cristão a trazer seus dízimos e ofertas para a "manutenção da casa do tesouro". Isto é feito com amor e fé. É um ato de gratidão do cristão a Deus, pelas bênçãos recebidas. Não é resultado da imposição, nem de negociação. A industrialização da fé concretizada pela extorsão é combatida pelas sagradas escrituras. Tirar proveito da vulnerabilidade seja espiritual ou intelectual de outrem, configura-se crime contra a natureza divina. Quem assim o faz, irá prestar contas no momento apropriado.
De igual modo, no que concerne à manipulação dos sujeitos, ao maniqueísmo e abuso de autoridade, não é encontrado na literatura bíblica nenhum respaldo teológico para tal comportamento. Aqueles que assim agem, apenas externam sua natureza arrogante e desprovida da operosidade de Deus na vida.
A igreja é uma comunidade composta de sujeitos/indivíduos que possuem todo o direito de pensar diferente das demais pessoas, inclusive de seus líderes. Evidentemente, isto deve ser feito com respeito e amor à simbologia hierárquica da liderança espiritual. Sendo assim, não tem nada a ver com rebeldia, insubordinação ou até mesmo falta de humildade, como alguns entendem. Privá-los desse direito, no mínimo é incorrer no risco de atrofiar o crescimento e desenvolvimento da individualidade de cada ser que representa e é parte da igreja de Cristo.
Por fim, as lideranças eclesiásticas não devem permanecer sentindo-se intocáveis, nessa áurea de endeusamento pessoal, passando por cima de todos, dizendo-se servos de Deus e ao mesmo tempo, cometendo as aberrações apontadas nos parágrafos anteriores. Homens corruptos não inspiram credibilidade para combater a corrupção. Nepotistas não têm moral para reclamar de políticos ou outros agentes públicos que empregam parentes em seus gabinetes.
Nenhum líder é tão perfeito que não possa ser questionado, criticado ou ter ouvidos abertos para escutar o pensamento de seus liderados, que por sua vez, também são servos de Deus. Os líderes cristãos precisam urgentemente batalhar com todo o vigor que Deus nos dá, para que a crise moral que se alastra em nossa nação seja substituída por comportamentos que conduzam o homem ao exercício da honestidade e respeito ao próximo, por intermédio do bom exemplo evidenciado em cada congregação, sede, denominação e de convenções. Cabe a estas estabelecer parâmetros de moralidade, humanidade, ética e justiça entre seus convencionados.
Que o Deus dos céus apiede-se de nós nestes últimos instantes da igreja aqui na terra.
A Igreja de Cristo precisa resgatar tudo aquilo que perdeu ao longo dos anos, pela inoperância, conivência e covardia de seus líderes. Diante do atual quadro é imperioso que haja uma reforma nos altares para que os mesmos males que mataram o cristianismo europeu, não façam o mesmo conosco.
O Espírito Santo espera que os pastores que respondem pela Igreja no Brasil - aqueles que não estão cumprindo com o seu papel como orientadores do povo de Deus, reconheçam humildemente suas falhas, voltem-se á Palavra de Deus, para que possamos novamente ser o povo pujante de outrora e dessa forma mais uma vez sacudirmos este país com a pregação do evangelho que tem poder para restaurar toda esta sociedade escravizada pelo pecado.
A Bíblia Sagrada orienta o cristão a trazer seus dízimos e ofertas para a "manutenção da casa do tesouro". Isto é feito com amor e fé. É um ato de gratidão do cristão a Deus, pelas bênçãos recebidas. Não é resultado da imposição, nem de negociação. A industrialização da fé concretizada pela extorsão é combatida pelas sagradas escrituras. Tirar proveito da vulnerabilidade seja espiritual ou intelectual de outrem, configura-se crime contra a natureza divina. Quem assim o faz, irá prestar contas no momento apropriado.
De igual modo, no que concerne à manipulação dos sujeitos, ao maniqueísmo e abuso de autoridade, não é encontrado na literatura bíblica nenhum respaldo teológico para tal comportamento. Aqueles que assim agem, apenas externam sua natureza arrogante e desprovida da operosidade de Deus na vida.
A igreja é uma comunidade composta de sujeitos/indivíduos que possuem todo o direito de pensar diferente das demais pessoas, inclusive de seus líderes. Evidentemente, isto deve ser feito com respeito e amor à simbologia hierárquica da liderança espiritual. Sendo assim, não tem nada a ver com rebeldia, insubordinação ou até mesmo falta de humildade, como alguns entendem. Privá-los desse direito, no mínimo é incorrer no risco de atrofiar o crescimento e desenvolvimento da individualidade de cada ser que representa e é parte da igreja de Cristo.
Por fim, as lideranças eclesiásticas não devem permanecer sentindo-se intocáveis, nessa áurea de endeusamento pessoal, passando por cima de todos, dizendo-se servos de Deus e ao mesmo tempo, cometendo as aberrações apontadas nos parágrafos anteriores. Homens corruptos não inspiram credibilidade para combater a corrupção. Nepotistas não têm moral para reclamar de políticos ou outros agentes públicos que empregam parentes em seus gabinetes.
Nenhum líder é tão perfeito que não possa ser questionado, criticado ou ter ouvidos abertos para escutar o pensamento de seus liderados, que por sua vez, também são servos de Deus. Os líderes cristãos precisam urgentemente batalhar com todo o vigor que Deus nos dá, para que a crise moral que se alastra em nossa nação seja substituída por comportamentos que conduzam o homem ao exercício da honestidade e respeito ao próximo, por intermédio do bom exemplo evidenciado em cada congregação, sede, denominação e de convenções. Cabe a estas estabelecer parâmetros de moralidade, humanidade, ética e justiça entre seus convencionados.
Que o Deus dos céus apiede-se de nós nestes últimos instantes da igreja aqui na terra.

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